Elasticidade de preço mede quanto a demanda reage a mudanças de preço. Produtos elásticos ganham volume quando ficam mais baratos; produtos inelásticos quase não mudam de volume, então desconto neles é margem doada. Precificar sem olhar elasticidade é dar desconto onde não precisa e segurar preço onde daria para crescer. A boa notícia: você não precisa de econometria para usar isso.
Elástico vs. inelástico
A intuição do dia a dia já ajuda a classificar seu catálogo:
| Tende a ser elástico | Tende a ser inelástico |
|---|---|
| Commodity com muitos concorrentes | Produto único ou de marca forte |
| Fácil de comparar preço lado a lado | Compra por urgência ou necessidade |
| Item de desejo, compra adiável | Peça de reposição, baixo valor no total |
Como estimar sem virar estatístico
A definição formal é: elasticidade = variação percentual da quantidade dividida pela variação percentual do preço. Na prática, você mede isso comparando dois períodos em que o preço mudou.
Exemplo: você baixou um produto de R$ 100 para R$ 90 (queda de 10%) e as vendas subiram de 200 para 260 unidades (alta de 30%). A elasticidade é 30% ÷ 10% = 3. Coeficiente acima de 1 significa elástico: aqui, cada 1% de desconto trouxe 3% de volume — desconto se pagou. Se as vendas tivessem subido só 3% (coeficiente 0,3), o desconto teria destruído receita.
- Coeficiente > 1 = elástico: desconto tende a aumentar a receita
- Coeficiente < 1 = inelástico: desconto reduz a receita, proteja a margem
- Coeficiente ≈ 1 = neutro: preço mexe pouco no resultado total
O que fazer com cada tipo
A estratégia sai direto da classificação: em produtos elásticos, preço agressivo é uma alavanca de receita e faz sentido disputar a buy-box. Em inelásticos, o jogo é margem: segure o preço, porque volume não responde ao desconto. Cruzar a elasticidade com a curva ABC afina ainda mais — um item elástico e classe A é onde uma boa estratégia de preço rende mais.
Os erros mais comuns
O erro número um é desconto linear: cortar 10% em tudo na Black Friday, inclusive nos inelásticos que venderiam de qualquer jeito. O segundo é medir elasticidade com poucos dados ou ignorando sazonalidade (uma alta de vendas no Dia das Mães não foi o seu desconto que causou).
Estimar elasticidade SKU a SKU no braço é inviável em catálogos grandes. A PriceMoon calcula a elasticidade por produto a partir do seu histórico de vendas e já traduz isso em recomendação — maximizar margem, maximizar receita ou recuperar vendas — em vez de aplicar o mesmo desconto para todo o catálogo.
Veja a PriceMoon aplicada ao seu catálogo
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